terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A Valsinha do meu jeito (o jeito que não deveria ser)

Mais um dia em que ele não chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar

E nem pensou em olha-la de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar

Continuou a maldizer a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar

E deixou-a só num canto, pra seu justificar seu pranto, levou outras pra rodar

É claro que ela não se fez bonita, ela não tinha o que mostrar

Seu vestido decotado, cheirando a guardado, continuava a esperar

Depois ela, sem encontrar seus braços, sofreu como há muito tempo não se ouvia falar

Seu sorriso de ternura e graça, no meio da praça, começou a desabrochar

E ali se comportou tão mal que a vizinhança toda despertou

E mesmo com tanta infelicidade, toda cidade se iluminou

E entre tantos beijos loucos, seus suspiros roucos não se ouviam mais

Que o mundo a esqueçeu

E o dia amanheceu

Em paz

Um comentário:

Rafael Damaso disse...

achei esse lindo :)